IGREJA DE SÃO PEDRO DE BALSEMÃO

Edificada num lugar da freguesia da Sé do concelho de Lamego, distrito de Viseu, no fundo de um vale por onde passa o rio Balsemão, (imagem um) a pequena igreja de São Pedro de Balsemão (século VII/VIII) tem a sua origem na época da Reconquista e é um dos pouquíssimos exemplares que existem entre nós da arquitectura religiosa da Alta Idade Média, conjuntamente com S. Frutuoso, em Braga (século VII) e S. Pedro de Lourosa, em Oliveira do Hospital (século X).
Embora o templo tenha sofrido muitas alterações com o decorrer dos séculos, da primitiva construção visigótica ainda conserva a disposição geral do interior, formada por três naves separadas por séries de três arcos de volta perfeita que assentam em capitéis coríntios, cuja decoração fitomórfica nos remete para a arte bizantina, e a cabeceira com uma única capela de formato quadrangular (imagem dois).
A estrutura primitiva da igreja está patente ainda na entrada da capela-mor
, onde se salienta o emprego de pedras de grande dimensão, bem esquadriadas e colocadas no alto do remate dos pés direitos dos muros. Do mesmo modo, na entrada da cabeceira, o arco ultrapassado com moldura no intradorso leva-nos à arquitectura moçárabe (imagem três). Também a decoração, de base geométrica e abundante, nos situa nas origens suevo-visigóticas da construção. Efectivamente, um olhar atento permite observar temas helicoidais, rosetas, cruciformes, círculos, meandros, ornatos em dente de lobo e em corda. É interessante notar que todos estes elementos não apresentam o talhe em bisel, tão vulgar naquela época e que em nenhum outro templo do mesmo período se encontra tal profusão de ornamentos.
Se nos debruçarmos sobre as impostas de rolo, facilmente notamos a inspiração
asturiana, assim como afinidades com as existentes na igreja moçárabe de São Pedro de Lourosa, cuja construção data de 912.
No século XIV, o bispo do Porto, D. Afonso Pires, escolheu o templo para sua sepultura e aí mandou erguer uma capela ou altar em honra de Santa Maria, entronizando uma imagem em pedra de Ança de Nossa Senhora do Ó, do mesmo século, que ainda se conserva. No extremo de uma nave lateral, está colocado o túmulo do bispo, de granito lavrado, com estátua jacente e decorado com três cenas: a Ceia de Cristo, na face esquerda; o Salvador abençoando a Virgem coroada, na testeira; e o Calvário, na face direita (imagem quatro).
No período barroco (ano de 1643), a igreja foi objec
to de uma profunda remodelação, tendo os morgados da região, Luís Pinto de Sousa Coutinho e sua mulher, procedido à reedificação do templo e à sua integração no solar dos viscondes de Balsemão, conforme se pode ler na inscrição colocada no exterior. Data dessa época o actual aspecto exterior, pautado pela sobriedade: dois volumes escalonados, com telhados diferentes. O acesso ao templo faz-se por portas laterais, com patins e ampla escadaria. Na fachada Norte, sobre a porta, encontram-se três pedras de armas dos morgados e o coroamento do telhado é feito com uma sineira pequena (
imagem cinco).
No interior do templo, há ainda a considerar várias epígrafes funerárias romanas e um término augustal do imperador Cláudio, com data do ano 43. Estes elementos, uma ara votiva e muitas outras peças evidenciam a reutilização de materiais do tempo romano bem como a preocupação em conservar e mostrar elementos tão antigos e prestigiantes.
A Igreja de São Pedro de Balsemão está classificada como Monumento Nacional, pelo Decreto nº 7 586, DG, 138, de 8 de Julho de 1921 e a sua gestão está a cargo da Direcção Regional do Porto (DGP) do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
Depois de leres o texto, indica quais os templos que formam a tríade mais antiga de arquitectura religiosa nacional.
Refere em que aspecto é que a Igreja de São Pedro de Balsemão mais se distingue e sobressai das outras do mesmo período.
Embora o templo tenha sofrido muitas alterações com o decorrer dos séculos, da primitiva construção visigótica ainda conserva a disposição geral do interior, formada por três naves separadas por séries de três arcos de volta perfeita que assentam em capitéis coríntios, cuja decoração fitomórfica nos remete para a arte bizantina, e a cabeceira com uma única capela de formato quadrangular (imagem dois).
A estrutura primitiva da igreja está patente ainda na entrada da capela-mor
, onde se salienta o emprego de pedras de grande dimensão, bem esquadriadas e colocadas no alto do remate dos pés direitos dos muros. Do mesmo modo, na entrada da cabeceira, o arco ultrapassado com moldura no intradorso leva-nos à arquitectura moçárabe (imagem três). Também a decoração, de base geométrica e abundante, nos situa nas origens suevo-visigóticas da construção. Efectivamente, um olhar atento permite observar temas helicoidais, rosetas, cruciformes, círculos, meandros, ornatos em dente de lobo e em corda. É interessante notar que todos estes elementos não apresentam o talhe em bisel, tão vulgar naquela época e que em nenhum outro templo do mesmo período se encontra tal profusão de ornamentos.Se nos debruçarmos sobre as impostas de rolo, facilmente notamos a inspiração
asturiana, assim como afinidades com as existentes na igreja moçárabe de São Pedro de Lourosa, cuja construção data de 912.No século XIV, o bispo do Porto, D. Afonso Pires, escolheu o templo para sua sepultura e aí mandou erguer uma capela ou altar em honra de Santa Maria, entronizando uma imagem em pedra de Ança de Nossa Senhora do Ó, do mesmo século, que ainda se conserva. No extremo de uma nave lateral, está colocado o túmulo do bispo, de granito lavrado, com estátua jacente e decorado com três cenas: a Ceia de Cristo, na face esquerda; o Salvador abençoando a Virgem coroada, na testeira; e o Calvário, na face direita (imagem quatro).
No período barroco (ano de 1643), a igreja foi objec
to de uma profunda remodelação, tendo os morgados da região, Luís Pinto de Sousa Coutinho e sua mulher, procedido à reedificação do templo e à sua integração no solar dos viscondes de Balsemão, conforme se pode ler na inscrição colocada no exterior. Data dessa época o actual aspecto exterior, pautado pela sobriedade: dois volumes escalonados, com telhados diferentes. O acesso ao templo faz-se por portas laterais, com patins e ampla escadaria. Na fachada Norte, sobre a porta, encontram-se três pedras de armas dos morgados e o coroamento do telhado é feito com uma sineira pequena (
imagem cinco).No interior do templo, há ainda a considerar várias epígrafes funerárias romanas e um término augustal do imperador Cláudio, com data do ano 43. Estes elementos, uma ara votiva e muitas outras peças evidenciam a reutilização de materiais do tempo romano bem como a preocupação em conservar e mostrar elementos tão antigos e prestigiantes.
A Igreja de São Pedro de Balsemão está classificada como Monumento Nacional, pelo Decreto nº 7 586, DG, 138, de 8 de Julho de 1921 e a sua gestão está a cargo da Direcção Regional do Porto (DGP) do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).
Depois de leres o texto, indica quais os templos que formam a tríade mais antiga de arquitectura religiosa nacional.
Refere em que aspecto é que a Igreja de São Pedro de Balsemão mais se distingue e sobressai das outras do mesmo período.

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home