História 7º ano

segunda-feira, outubro 30, 2006

Cada vez avançamos mais no tempo. Então, entremos no Neolítico e reparemos como há alterações. As razões já as aprendemos nas aulas de História. Lembremo-nos de que o homem deixou de ser caçador e recolector. Deixou de ser nómada e sedentarizou-se. Deste período da Pré-História em Portugal, seleccionei as imagens que vou mostrar.




Esta é a anta da Barrosa. Encontra-se mesmo pertinho de nós, em Vila Praia de Âncora. Tem corredor, esteios e mesa. Não é preciso dizer que era aqui que o homem do neolítico sepultava os seus mortos.




Dos muitos menires que já tenho, gosto especialmente deste, talvez porque no monte onde se localiza há também o maior cromeleque português. É conhecido como o menir dos Almendres, perto de Évora. Pensa-se que os menires estivessem relacionados primeiro com os enterramentos e depois com o culto da fecundidade, pois ganharam uma forma fálica. O Alentejo e o Algarve são as zonas onde podemos encontrar mais menires, embora os alentejanos sejam diferentes dos algarvios: os primeiros são mais altos e delgados; os segundos mais pequenos e mais largos.





É também na zona dos Almendres que se encontra este cromeleque. É o maior do país, como já disse. Segundo se crê, está relacionado com cultos astrais. Os cromeleques seriam observatórios solares ou santuários solares onde se praticariam certos rituais.





Também existem em Portugal alinhamentos. Estes diferem dos cromeleques, porque os vários menires dos cromeleques dispõem-se em círculo e nos alinhamentos estão em fila. Esta imagem é do alinhamento da Tera, em Pavia, no Alentejo.

domingo, outubro 29, 2006

Hoje vamos até Mazouco e ao Vale do Côa.

Temos, nesta imagem, o cavalo de Mazouco, que pertence à arte rupestre paleolítica. Encontra-se em rochas xistosas, junto ao rio Douro, perto de Mazouco, em Freixo de Espada à Cinta. Repare-se que o cavalo parece que está em movimento. Tem-se essa sensação ao olharmos sobretudo para as patas traseiras que parecem lançadas para trás.



E agora, um salto até ao Vale do Côa. Desta região há muitas imagens, todas elas lindíssimas. Só vou apresentar algumas.




Esta é de uma rocha que contém gravados animais sobrepostos. Podemos vê-la em Canada do Inferno.





Esta é a minha preferida. É um cervídeo, ou seja, um cervo (veado).

quinta-feira, outubro 26, 2006


O trabalho sobre a arte no Paleolítico e no Neolítico que a nossa professora de História pediu fez com que eu começasse a coleccionar imagens de arte parietal, rupestre, móvel e megalítica em Portugal. Nunca pensei que o nosso país fosse tão rico em arte pré-histórica. Tantas antas ou dólmens! Tantos menires e todos eles tão interessantes! Tantas grutas e abrigos! É mesmo fascinante.
Vou mostrar um exemplo de cada.

Esta é uma Vénus paleolítica. Representa a arte móvel. Foi encontrada na gruta do Escoural, em Montemor-o -Novo. É uma pequena estatueta com oito centímetros. Foi feita, pensa-se, em osso de rena e não tem cabeça nem pés.







Temos ainda outra: a Vénus da Toca do Pai Lopes. Esta é mais imperfeita. Foi encontrada na Toca do Pai Lopes, em Setúbal. É de silex escuro, com cerca de 10 centímetros e foi trabalhada com uma técnica que se chama de abrasão. Não tem braços, nem seios, nem sexo, nem pés. Só se consegue ver a linha do busto e o arqueamento das nádegas e das coxas. Termina mais ou menos nos joelhos.







Da arte parietal escolhi como exemplo de gravura estes arctiformes ( em forma de arco) que foram gravados com incisões pouco profundas. Encontram-se também na gruta do Escoural, na parede da chaminé 1.






Ainda da gruta do Escoural é esta imagem, agora de pintura. São quatro sinais, pintados a vermelho e ainda não se interpretou o seu significado.